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Em 2022, a passagem de ônibus pode subir para R$5,10.

A tarifa, que atualmente, custa R$4,40, irá subir cerca de 13,6%, conforme projeção da SPTrans para este ano.

Reportagem: Caroline Rossetto Em reunião, no último dia 22 de dezembro, a SPTrans ( Secretaria Municipal de Transportes Públicos) sugeriu ao Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, o aumento da passagem de ônibus, em 0,70 centavos. O valor atual, de R$4,40 iria para R$5,10, para corrigir os valores da inflação, já que o valor está congelado há 2 anos. Se, de fato, houver aumento,a receita tarifária da companhia aumentaria para 104 milhões de reais, reduzindo o subsídio municipal. A companhia também alega que cada passageiro custa cerca de R$8,71 para o sistema de transporte. No entanto, essa é uma discussão que o prefeito, Ricardo Nunes, quer deixar para fevereiro de 2022 e que pretende debater com as secretarias municipais do Governo e da Fazenda. A administração municipal informou que “está fazendo um grande esforço para não aumentar a tarifa, aguardando, inclusive, uma definição de subsídio do governo federal”. Além disso, também há uma discussão para tirar a gratuidade dos idosos nos transportes públicos, que vale cerca de R$450 milhões por ano aos cofres municipais. A notícia pegou os usuários de transporte público de surpresa. É o caso da estudante Talita Almeida, de 22 anos. “Eu pego ônibus e trabalho muito longe. Eles são super velhos e pagamos super caro. Não tem um ônibus com ar condicionado. Nesta pandemia, os ônibus estavam lotados. Eu poderia ter pego COVID. Graças a Deus, não peguei. Infelizmente, temos que passar por isso. A passagem não deveria aumentar e mesmo se a gente falar, não vai adiantar nada”. Essa opinião é a mesma do Sandro Dutra, 27 anos, frentista, que saiu do Sul do Brasil, para tentar a vida em São Paulo. “Meio complicado. Vai ficar pesado. Cheguei há pouco tempo em São Paulo. Vim para cá por causa da família. A situação vai ficar complicada para os trabalhadores. A empresa que paga o meu trabalho e lá era diferente”, afirma ele. Uma das reclamações do auxiliar de expedição, Washington Lima, 39 anos é que vai pesar no bolso: “Pego ônibus todos os dias. É muito complicado, existe uma falsa impressão de que o assalariado não sente tanto o impacto do que o autônomo. Sente menos do que o autônomo, mas sente. A empresa paga o transporte, só que tem um porém. Esse custo que a empresa tem, de alguma forma vai descontar do trabalhador, deixando de pagar uma gratificação. É uma coisa que pesa no bolso”, afirma ele.



Se a prefeitura decidir manter o valor da passagem, que está congelada, terá que arcar com os altos custos, aumentando os subsídios. O repasse para as empresas de transportes foi de R$ 3,3 bilhões; cerca de R$ 461 milhões maior que o do primeiro semestre de 2020.





Este projeto foi realizado com o apoio da 5ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária para a Cidade de São Paulo